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| Sortilegiu por João Roncatto |
OFICINA DE CLOWN E SUAS MANIFESTAÇÕES
COORDENAÇÃO: RENATA KAMLA
PÚBLICO ALVO:
Jovens atores, estudantes de teatro e interessados em conhecer, explorar e aprofundar essa linguagem.
As terça-feiras Investimento
14hs às 17hs R$ 100,00/mês
Inicio 08 de abril de 2008
Vagas limitadas
Teatro Julia Bergmann
Rua Padre Luis Alves de Siqueira, 190
Esq. rua do Bosque Barra Funda
Maiores informações e inscrições
F: 3361-8247 renata.kamla5@gmail.com
O WORKSHOP
VISA A DESCOBERTA DO SEU PRÓPRIO CLOWN, SUA MANIFESTAÇÃO CÊNICA, O TREINAMENTO DO IMPROVISO E JOGO PARA O ATOR, ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DA MÁSCARA (NARIZ), JOGOS TEATRAIS E AÇÕES FÍSICAS, POSSIBILITANDO A DESCOBERTA DAS VÁRIAS FORMAS DE RISO.
RENATA KAMLA
Atriz formada pela ECA/USP. Atuou nas peças: “O Velho e a Sombra”, Duo Teatral e “Olha o Palhaço no meio da rua”,
Grupo Farândola Troup. Como diretora destacam-se “Tempo”, “No Olho da Rua”,
“Lavou tá Novo”, do Circo Navegador – Premio de melhor Direção de Espetáculo de Rua no
Festival Nacional de Teatro de Florianópolis - ISNARD AZEVEDO / 2002.
Em sua formação e pesquisas, principalmente, voltadas para os processos criativos do trabalho do ator, vivenciou e estudou o Teatro de Rua,
Teatro de Formas Animadas (Sombras), o Clown e o treinamento do ator na Antropologia Teatral.
Dois anos de treinamento de clown com a mestra Bete Dorgam.
Escrito por João Roncatto às 12h07
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Degustação de vinho em Minas por Luis Fernando Verissimo
- Hummm...
- Hummm...
- Eca!!!
- Eca?! Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e,
então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
- Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!...
Luiz Fernando Veríssimo
Escrito por João Roncatto às 17h15
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