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Sortilegiu por João Roncatto


Sábado, 9 de dezembro de 2006

Na Praça Roosevelt não chove canivete mas chove ovo, papel higiênico e essa noite choveu MARTELO.

Como diria o mineirinho observador:

- Eita, São Pedro deve ta fazendo uma reforma?!

 



Escrito por João Roncatto às 10h38
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Levaram meu umbigo!

 

(Foco de luz no canto esquerdo do palco personagem 1 sem camisa e com um curativo no umbigo).

1:

A coisa ta feia. Não dá mais para você andar com segurança pelas ruas.

Dentro de casa é a mesma coisa. Um dia você sai e quando volta encontra sua casa toda revirada quando encontra alguma coisa.

Não dá mais pra agüentar, e não adianta viu, se não tem dinheiro é o relógio, o carro, o aparelho de som, os cds! Tênis com mola então é a rodo.

Te levam tudo, até o seu umbigo!

 

(Foco ao fundo. Se despindo de um terno)

2:

Eu tinha acabado de parar o meu carro no estacionamento, parti em direção do escritório que fica do outro lado da rua quanto alguém esbarrou em mim com certa força. Não deu pra ver quem era.Tinha muita gente para atravessar, estávamos esperando o farol enfim, quando dei por mim já estava sem o umbigo!

 

(Foco ao lado direito)

3:

Eu estava saído do cinema com meu namorado, estávamos meio bobos sabe, com aquela sensação estranha, meio moles ainda, viajando na história do filme e...

Quando chegamos à rua cadê os nossos umbigos?

Temos seguro, mas temos que pagar a franquia.



Escrito por João Roncatto às 10h28
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(Foco no centro frente)

4:

Eu estava passando ali por baixo da marquise da Praça Roosevelt e um homem mal encarado estava vindo de encontro a mim. Logo percebi que boa coisa não seria então me virei para voltar. Foi aí que eu dei de cara com um outro homem mais mal encarado ainda... Não teve jeito. Aquele cara com olhos fundos e um puta mau hálito segurou meus braços e disse bem perto do meu nariz:

- Cadê o seu umbigo?

- Uê o meu umbigo? Questionei segurando a respiração.

Ele:

-É, o seu umbigo, cadê? Eu quero ele pra mim.

Eu tentei me soltar, mas o outro cara que vinha de encontro agora me enconchava por trás com uma coisa dura que eu podia sentir na altura do meu cóccix. Eu estava bem no meio de uma situação muito desagradável ou não. Pensei, agora é relaxar e gozar.

O cara da frente foi enfiando a mão dentro da minha calça.

-Meu umbigo não está aí! Eu disse. Em quanto o outro por trás me apertava e levava suas mãos, as duas, em direção aos meus seios.

-Aí também não está!

-Cala essa boca menina e não reage que a gente não vai te machucar!

Senti um frio na espinha que veio subindo desde ali, do cóccix, até a nuca.

-Ela ta gostando, olha só, ta toda arrepiada! Falou o de trás.

O da frente de repente arregala os olhos afasta sua cara da minha e:

- Nossa, que troço é esse?

-Não é meu umbigo! Disse.

- Puta meu ela tem um cacete!

O de trás:

-O que? Se afastando – Como assim?

O da frente:

-Caralho, e é maior que o meu.

O de trás:

-Puta que pariu meu, tu é homem!

Eu disse sim e não, depende do angulo de visão.

-Porra meu, sai pra lá traveco. Disse o de trás meio enojado.

O da frente meio confuso disse:

- Escuta aqui cara, você não tem vergonha na cara não? Vai anda logo passa esse umbigo pra cá e sai andando vai.



Escrito por João Roncatto às 10h28
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(levantando placas de protesto)

Todos:

Não dá mais pra agüentar!

Temos que tomar uma atitude...

Toma Danapi...

Se ninguém faz nada, nós temos que protestar...

Ao fim da Violência... É isso aí... Huruuuu! Vamos dar um pau neles...

Não! Sem pau, vamos na maciota!

 

(Do Prédio)

Visinho:

Olha essa algazarra aí em baixo...Vamos calar a boca!

 

(Para o Prédio)

1:

Não é algazarra não amigo, isso é um protesto a violência.

Alguém precisa nos ouvir, do jeito que ta não dá pra continuar...

 

(se mantendo na janela)

Vizinho Legal:

É isso aí, estou com vocês, esse é o barulho do bem estar.

Temos que começar um movimento em prol da paz e boa qualidade de vida!

 

2:

Obrigado pelo apoio companheiro.

Vamos ganhar as ruas, as calçadas... Vamos reaver o que é nosso por direito de cidadão.

O grito de ordem é... DEVOLVA O MEU UMBIGO... DEVOLVA O MEU UMBIGO...

 

Todos:

DEVOLVA O MEU UMBIGO... DEVOLVA O MEU UMBIGO... DEVOLVA O MEU UMBIGO...



Escrito por João Roncatto às 10h25
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(O visinho reclamão com o pé quebrado e de muletas desse até a rua)

Vizinho:

Que gritaria é essa em plena praça pública? Vamos sossegar as periquitas, todo mundo calando a boca. Que barulho mais sem sentido...

Baderneiros semi-nús promovendo uma putaria em praça pública e ainda por cima sem seus umbigos... A essa hora!!!

 

3:

Calma meu querido a gente só está...

 

Vizinho:

Querido o caralho, pra você é Doutor. Eu estudei pra isso.

Vamos parar já com essa baderna a essa hora senão eu vou chamar a polícia!

 

1:

Companheiro são duas horas da tarde!

 

Vizinho:

É Doutor... E vamos vestindo as roupas senão todo mundo vai entrar no cacete...

 

4:

Hum!

 

1:

Senhor Doutor, mas não estamos fazendo nada de errado, estamos justamente protestando contra a violência, contra a falta de segurança. Estamos no nosso direito.

Nós somos as vítimas. O que fazemos é de direito, é liberdade de expressão, já ouviu falar?

 

Vizinho:

Liberdade de expressão...Vitimas uma ova! Sem umbigo vocês não são nada. Vamos caçando o rumo de casa vai...

 

3:

Me desculpe meu amigo mais nos temos o direito de protestar pacificamente...

 

Vizinho:

Quantas vezes eu tenho que repetir, é Doutor, “cacete” eu já estou perdendo a paciência, mais uma eu caio de pau em todo mundo...

 

4:

Doutor "Cacete", o senhor poderia ser mais gentil...

 

(Partindo pra cima)

Vizinho:

Cacete é o que eu vou socar na tua bunda bicha do...

 

1:

Calma seu cacete, digo Senhor Doutor. Não vamos nos alterar. Com o dialogo podemos resolver essa questão civilizadamente.

 

4:

Que pena, não iria ser tão mal assim!



Escrito por João Roncatto às 10h18
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Vizinho:

Não temos nada para conversar, vamos circulando, circulando. Porque eu já estou louco pra distribuir pancada seus, seus, “Sem umbigos”!

 

Todos:

Hôôô! Mas... Nossa...Ai não...Pegou pesado... Mandou a mãe pra zona!

 

2:

Pera aí o senhor ta ofendendo! E o Senhor está com seu umbigo aí? Já Olhou pro seu umbigo “Hô Zé Ruela”?

 

(Levantando a camisa, sem umbigo, com um curativo)

Vizinho:

O que? Cadê o meu? Mas... Como pode, eu...Não é possível?!

 

Todos:

Está vendo seu “Oreia Seca”....

Até você já perdeu seu umbigo...

Teu passado te condena...

Da próxima vez dá uma olhada pro umbigo antes de falar dos outros...

Cabaço...

Vai pular amarelinha...

 

1:

Vamos embora gente, vamos ganhar as ruas vamos reaver o que é nosso...

DEVOLVA O MEU UMBIGO...DEVELVA O MEU UMBIGO...

 

(Saem todos com suas placas e o grito de ordem)

 

Vizinho:

Eu Vou processar todos vocês...

 

(Da janela de onde assistia tudo)

Vizinho Legal:

Ei, Psiu?!

“Zé Ruela”!!!

 

Blecaute

João Roncatto

 



Escrito por João Roncatto às 10h13
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Sexta-feira, 8 de dezembro de 2006.

Começarei o dia falando desses meninos da peça Quarto de Estudante.

São todos brothers. Garotos que realmente amam o que fazem e fazem com respeito e vontade.

Do Maraue Carneiro, nem se discute. O cara é muito sangue e terá um futuro brilhante.

O Celso Bernini (Celsinho), puta que pariu!!! Muita gente vai ouvir falar dele. Dominador de um tempo ritmo excepcional.

Não posso deixar de citar a Dani irmã do Celsinho e produtora da peça. Maravilhosa...

O Paulo Vilhena que divide a direção junto do Raoni Carneiro – Dois caras do Balacobaco! Duas cabeças pensantes. Como eles existem poucos no mundo. Caras novos e que estão aprendendo muito com a vida e só vão crescer – Para o Alto e Avante!!!! Altos papos na mesa do boteco.. e que papos...

O Fabio Penna (com 2 enes) faz a assistência de direção em todos os sentidos Hahaha!!!

Cara centrado, organizado, sangue bão, bebe pouco, é técnico de enfermagem, chega cedo em casa, faz carinho no cachorro, beija a mulher, brinca com os filhos, caga na privada e limpa a bunda aêêêê!!! “Sou seu fã.”

Falar mais o que desses caras?

Vão dizer que eu to puxando saco... Hahaha!

 

A peça fala sobre um momento de decisão na vida de dois amigos que amam o teatro e se dividem entre realizar a “vontade dos pais” formando-se em arquitetura, ou seguir a carreira artística tão penosa. Mas se fosse só isso estava limpo!??

 

QUARTO DE ESTUDANTE (Até 17/12)

SÁBADO ÀS 21h:00 DOMINGO ÀS 20h:30

Espaço dos Satyros II - Praça Franklin Roosevelt nº134  (era 124 mas estava errado)

R$20,00 (70 minutos)

50 LUGARES



Escrito por João Roncatto às 09h46
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&

Lançamento



Estão todos convidados, vai ser do balacobaco



Escrito por João Roncatto às 18h07
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Poema de Retalhos

 

Tricotando as Palavras vou tecendo uma frase,

Mais uma, mais outras...

Um poema de retalhos.

 

Palavras costuradas com a agulha do lirismo

Em linhas do saber

Retalhos misturados

 

Tricotando as palavras,

Frases viram versos

Que viram estrofes

Um poema de retalhos.

 

Inverto os retalhos

E querendo que os olhares percebam

Troco as palavras.

 

Colorido poema de retalhos,

Bonitas estas que te lavram.



Escrito por João Roncatto às 16h01
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`

 

[ que é o tempo senão todos os momentos,

Senão todo o espaço?

Que é o tempo senão o infinito vivido,

Senão o caminho percorrido,

Nessa imensidão de universo,

Em pequenos passos?

 

Sabendo isso, saberei quem sou?

 

Somos todos uma parte do tudo,

Que não poderia haver sem o nada.

Somos positivo e negativo ou seda e veludo,

Como discurso e palavra.

João Roncatto



Escrito por João Roncatto às 10h09
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Quinta feira 7 de dezembro de 2006.

Gioacchino Rossini

Tem clima de desenho animado



Escrito por João Roncatto às 09h01
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Quarta-feira 6 de dezembro de 2006.

 

  

Estou no escritório agora como todas as manhas, mas algo está diferente.

Não que esteja realmente diferente, mas estou fazendo algo que a algum tempo não fazia e que costumava me deixar muito relaxado e inspirado.

Estou ouvindo música. Há! Eu ouço música todos os dias...

Mas hoje não é uma música qualquer. Estou ouvindo “As quatros Estações” de Antonio Vivaldi – O Outono / Concerto para violino em Fá Maior, op.8 nº3 – Allegro; Adágio; Allegro.

( Chegaram pra mim agora pouco e disseram – “Nossa!! Música clássica!”).

Ontem tive um dia tenso. Hoje estou tranqüilo.

Nada como um dia após o outro. Como as estações. Como um dia de chuva ou vários dias. Como o céu azul. Como as flores. Tudo têm seu tempo. Como os anos que passam e a vida vai acontecendo. Mas tudo tem seu porque, ah sim, tem! (É aquela história de ação e reação).

Momentos felizes, momentos tristes, tensos, calmos, estranhos e alegres... Momentos.

Devem ser levados a sério e percebidos, pois são estes os momentos da vida. Da minha vida. Da nossa... Que pode ser imortalizada a partir de algo realmente notável realizado por nós. ( Keep Walking).

Não podemos parar!

 

Terei encontros com representantes de empresas de ar condicionados. Visitas às salas para o orçamento de um aparelho com potência adequada.

Vamos que vamos...



Escrito por João Roncatto às 10h28
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Terça-feira, 5 de dezembro de 2006

O Tempo está chuvoso aqui em São Paulo.

Decisões a serem tomadas a todo momento.



Escrito por João Roncatto às 08h59
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Oficina Teatro Veloz

Hoje dia 4 de dezembro finalizamos a oficina do método de criação d’Os Satyros o “Teatro Veloz”  promovida pelo Departamento de Expansão Cultural – Teatro Vocacional.

A Oficina foi ministrada pelo diretor da Companhia Rodolfo García Vázquez e também pelos atores d’Os Satyros.

Ivam Cabral foi muito generoso com os Oficineiros fazendo críticas construtivas de muito valor para todos. Suas observações são finas e perspicazes.

Cléo de Páris, transmitindo toda sua elegância e simpatia, lembrou os atores da importância de acreditar no que está sendo feito, de forma que, a “Fé Cênica” - seja sentida não só pelo ator, mas também pela platéia.

Tivemos também a presença do Coordenador do Teatro Vocacional “Expedito Araújo”.

O resultado foi excepcional. Os Oficineiros estão de parabéns. Valeu mesmo!!! No ano que vem esperamos por mais...

 

Abaixo algumas fotos das cenas.

 

 

Oficineiros

 

Expedito Araújo(Com Mochila) e Integrantes do Teatro Vocacional

 

Juri Cléo, Laerte, Rodolfo e Ivam.

 

Uma das cenas dos Oficineiros

Mais uma ...

 



Escrito por João Roncatto às 18h31
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Segunda-feira, 4 de dezembro de 2006.

 

Começa mais uma semana. Primeira semana completa do mês.

Com esta faltam 4 para acabar o ano.



Escrito por João Roncatto às 09h16
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Eu, etiqueta

Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça até o bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordem de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos de mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim - mesmo,
ser pensante, sentinte e solitário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar, ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco de roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio de estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, me recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo dos outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem,
meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.

 

Carlos Drummond de Andrade



Escrito por João Roncatto às 16h16
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Ator:

O que eu vou falar para você é de extrema importância, então me escute com muita atenção.

Eu quero atenção, muita atenção no que eu vou falar.

 

Diretor:

Então espera aí, começa de novo!

 

Ator:

O que eu vou falar para você é de extrema importância, então me escute com muita atenção.

Eu quero atenção, muita atenção no que eu vou falar para que você não esqueça.Vou falar de uma forma rápida e clara.

 

Diretor:

Nossa, vai de novo aí vai!

 

Ator:

O que eu vou falar para você é de extrema importância, então me escute com muita atenção.

Eu quero atenção, muita atenção no que eu vou falar para que você não esqueça.Vou falar de uma forma rápida e clara e só vou falar mais uma vez então eu preciso que você  preste atenção em mim agora com todas as suas forças.

 

Diretor:

Putz cara não fica chateado não mas vai , fala de novo!

 

Ator:

O que eu vou falar para você é de extrema importância, então me escute com muita atenção.

Eu quero atenção, muita atenção no que eu vou falar para que você não esqueça.Vou falar de uma forma rápida e clara e só vou falar mais uma vez então eu preciso que você  preste atenção em mim agora com todas as suas forças. Por favor preste atenção agora

no que eu vou falar pelo amor de Deus! Eu imploro...

 

Diretor:

Bom... Muito bom, perfeito olha só, o Pessoal da luz, vocês gostaram?

 

Pessoal da luz:

Opa, muito bom olha, muito bom mesmo! Gostamos, é isso ai!

Escuta, pede para ele fazer de novo!

 

Diretor:

Você faz esse favor para gente?

 

Ator:

?

 

Blecaute



Escrito por João Roncatto às 15h27
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Domingão


Minha mulher trancou a chave dentro do carro.

Vou falar o que?

 



Escrito por João Roncatto às 14h22
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